quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Diga não ao andador!!!

Neste mês de janeiro, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) começou uma campanha para abolir o uso de andadores em bebês.

Segue na integra o texto retirado do site da SBP sobre o tema...

No dia 7 de abril de 2007, o Governo do Canadá proibiu a comercialização de andadores para bebês em todo o país, determinando a total proibição de sua venda, revenda, propaganda e importação. Considerou também ilegal vender andadores em vendas de garagem, mercados de pulgas e no comércio ambulante. Recomendou ainda às pessoas que destruíssem e descartassem todos os andadores.

Tal fato reacendeu uma velha controvérsia entre pediatras e pais: o andador é, afinal, uma inocente fonte de prazer e liberdade para os bebês ou uma arma travestida de produto infantil por meio da qual infligimos traumatismos físicos às inocentes criaturinhas?

A verdade é que o andador continua a ser muito popular e, contra as recomendações usuais dos pediatras, é utilizado por cerca de 60 a 90% dos lactentes entre seis e quinze meses de idade. Os motivos alegados pelos pais para colocarem seus bebês em andadores incluem: eles dão mais segurança às crianças (evitando quedas), independência (pela maior mobilidade), promovem o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior mobilidade), deixam os bebês extremamente faceiros e, sobretudo, mais fáceis de cuidar.

Entretanto, nos últimos tempos a literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A idéia de que o andador é seguro é a mais errada delas. Há poucos meses, uma pesquisadora sueca, Ingrid Emanuelson publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground.De fato, ao longo de mais de trinta anos, as revistas médicas têm chamado a atenção para o grande risco do andador, que anualmente causa cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Um terço dessas lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização. Algumas crianças sofrem queimaduras, intoxicações e afogamentos relacionados diretamente com o uso do andador, mas a grande maioria sofre quedas; dos casos mais graves, cerca de 80% são de quedas de escadas. Nos Estados Unidos, num período de 25 anos, foram registradas 34 mortes causadas por andadores, um número nada desprezível.

É verdade que o andador confere independência à criança.Contudo, todos os especialistas em segurança infantil justamente insistem que um dos maiores fatores de risco para injúrias físicas é dar independência demais numa fase em que a criança ainda não tem a mínima noção de perigo. É consenso que a capacidade de autoproteção só é adquirida a partir dos cinco anos de idade. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a um guri de dez anos. Crianças até a idade escolar exigem total proteção.

O andador atrasa o desenvolvimento psicomotor da criança, ainda que não muito. Bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento.

O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.

Por fim, trata-se de uma grande falácia dizer que a satisfação e o sorriso de um bebê valem qualquer risco.
Defendendo esta idéia, um pai chegou a sugerir que se os pediatras conseguirem que os andadores sejam proibidos, como aconteceu no Canadá, a seguir vão querer proibir patins, skates e bicicletas, terminando com a alegria da criançada. Evidentemente, uma coisa não tem nada a ver com a outra.Bicicletas, skates e patins são brinquedos para crianças mais maduras, que já têm condições de aprender as noções de segurança e responsabilidade e, por isso, podem se arrojar em atividades com maior risco. Ainda assim, é sempre importante lembrar que os devidos equipamentos de segurança, como capacete de ciclista, cotoveleiras e joelheiras, precisam ser sempre usados. Um bebê de um ano fica radiante com muito menos do que isso: basta sentar na sua frente, fazer caretas para ele e lhe contar histórias ou jogar uma bola. Dizer que o andador torna uma criança mais fácil de cuidar revela preguiça, desinteresse ou falta de disponibilidade do cuidador. Por outro lado, caso um adulto realmente não tenha condições de ficar o tempo todo ao lado de um bebê pequeno, é mais seguro colocá-lo num cercado com brinquedos do que num andador.Vários estudos já mostraram que cerca de 70% das crianças que sofreram traumatismos com andadores estavam sob a supervisão de um adulto. Ou seja, nem todo mundo reage a tempo de conter um diabinho que dispara pela sala a 1 m/s. A supervisão constante da criança constitui a chamada proteção ativa, que costuma ser muito falha. O melhor é cercá-la de um ambiente protetor, com dispositivos de segurança, como grades ou redes nas janelas; estas são medidas de proteção passiva, muito mais efetiva. O andador definitivamente não se enquadra neste esquema.

Enfim, sabe-se que existe hoje em dia um movimento muito intenso na Europa e nos Estados Unidos no sentido de que legislações semelhantes à canadense sejam aprovadas e postas em prática, uma vez que todas as estratégias educativas têm falhado na prevenção dos traumatismos por andadores.Enquanto este progresso não chega ao Brasil, continuamos contando com o bom senso dos pais, no sentido de não expor os bebês a um produto perigoso e absolutamente desnecessário.

Pra quem acha que acidentes não acontecem a FOLHA publicou um caso de acidente juntamente com a divulgação da campanha...

Após acidente, Passo Fundo (RS) proíbe andadores de bebês em creches
21/01/13
DE SÃO PAULO

Após a morte de um bebê de 10 meses, que estava usando um andador, em 2009, a cidade de Passo Fundo (a 284 km de Porto Alegre) passou a seguir recomendação do Ministério Público de proibir que o equipamento seja usado em órgãos públicos do município que lidem com crianças como creches e escolas.
A recomendação da promotoria aconteceu a partiu de uma denúncia do pediatra Rui Wolf, quem atendeu a criança horas depois da queda, já inconsciente, na CTI (Centro de Terapia Intensiva) de um hospital local.

"O bebê caiu quatro degraus e bateu a cabeça. Os pais não deram conta da gravidade do acidente e foram a uma festa de aniversário. Ela não chorava, nem vomitava, mas, quando dormiu, não acordou mais", disse Wolf.

De acordo com o médico, quando chegou ao hospital, a criança tinha um edema na cabeça com 400 ml de sangue e sobreviveu 24 horas.

"Era quase a metade de todo o sangue que um bebê tem no corpo, na cabeça. Todos na CTI ficaram muito comovidos porque a mãe da criança não parava de cantar cantigas de ninar", afirmou o médico. (JAIRO MARQUES)

Para os interessados em informações mais detalhadas sobre o assunto:

· American Academy of Pediatrics. Committee on Injury and Poison Prevention. Injuries associated with infant walkers. Pediatrics.
2001;108:790-2. http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/full/108/3/790.
· Taylor B. Babywalkers. BMJ. 2002;325:612. http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/325/7365/612.
· Health Canada. Baby Walkers (Banned) & Stationary Activity Centres. http://www.hc-sc.gc.ca/cps-spc/child-enfant/equip/walk-marche-eng.php

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Testado e REPROVADO - Lenço Umedecido Turma da Mônica

É o primeiro post que reprovo um produto! Que frustação...

Vou fazer uma análise de todos os lenços que usei até hoje...alguns bons, outros não tão bons e esse em questão que é péssimo...

Quando utilizei a primeira marca a Cat já tinha uns 3 meses. Isso porque para recém nascido a orientação é utilizar apenas água morna e algodão.

Então passei a utilizar os lencinhos que tinha ganho no chá de bebê....

1º - Jonhson Umedecidos Recém Nascido

Johnson Recem Nascido

Textura: bom | Umidade: bom | Tamanho: bom | Cheiro: bom (sem cheiro) | Preço: bom | Fechamento: ruim

2º - Pampers Sensitive

Pampers Sensitive


Textura: bom | Umidade: bom | Tamanho: regular | Cheiro: regular | Preço: regular | Fechamento: regular

3º - Mustela

Mustela - Lenços Faciais
Textura: bom | Umidade: ótimo | Tamanho: bom - porém apenas para levar na bolsa para higiene de mãos e boca | Cheiro: péssimo | Preço: ruim | Fechamento: ótimo


4º - Jonhson - Skin Care (rosa), Baby Milk (verde), Hora do Sono (roxo)

Linha Johson Lenço Umedecido

Skin Care: Textura: bom | Umidade: bom | Tamanho: bom | Cheiro: ruim | Preço: bom | Fechamento: regular

Baby Milk: Textura: bom | Umidade: bom | Tamanho: bom | Cheiro: ótimo | Preço: bom  | Fechamento: regular ------*MEU PREFERIDO!!!-------

Hora do sono: Textura: bom | Umidade: bom | Tamanho: bom | Cheiro: bom | Preço: bom  | Fechamento: regular

5º - Huggies Turma da Monica



Textura: péssimo | Umidade: ótima | Tamanho: bom | Cheiro: péssimo | Preço: bom  | Fechamento: ótimo

Eis o produto reprovado!!! Para mim o pior defeito é o fato dele rasgar, ao puxar pela abertura ele simplesmente se desfaz, o que com certeza faz aumentar o consumo do produto. Outro fato que também me desagrada muito é o cheiro, forte demais por ser um produto infantil, pior ainda para uma mãe alérgica. Definitivamente, este produto não compro mais... =(

Tamanhos x Idade - Roupas e Calçados

Muita gente tem dúvida sobre tamanho de roupas e calçados para bebês. Achei pela internet um texto bacaninha no site http://www.clicrbs.com.br.

Mães de primeira viagem ou mulheres solteiras que não são mães podem ficar confusas quando saem às compras para adquirir roupinhas ou sapatinhos de bebê para amigas e familiares. Na dúvida, sempre compre um tamanho maior, afinal é sabido que bebês crescem muito rápido!

Considere ainda a estação do ano em que o bebê irá nascer e/ou usar o presente. Crianças, via de regra, sentem mais frio que adultos, portanto aquela roupinha bem fresquinha de verão só é mesmo usada nos meses mais quentes do ano. De março em diante, manguinha neles.

Para sapatinhos, vale a mesma regra. O pé do bebê cresce rápido: na dúvida, compre maiorzinho.

Roupas
Tabela referencial de tamanhos
Tamanho RN - 46 a 54cm - 3 a 5kg - Idade: 0 a 2 meses
Tamanho P - 54 a 60cm - 5 a 6,5kg - Idade: 2 a 5 meses
Tamanho M - 60 a 66cm - 6,5 a 8kg - Idade: 5 a 8 meses
Tamanho G - 66 a 72cm - 8 a 9kg - Idade: 8 a 10 meses
Tamanho GG - 72 a 78cm - 9 a 10kg - Idade: 10 a 12 meses

Sapatos
Tamanho de acordo com idade aproximada
Tamanho 13 - recém-nascido
Tamanho 14 - 3 a 4 meses
Tamanho 15 - 4 a 6 meses
Tamanho 16 - 6 a 8 meses
Tamanho 17 - 8 a 10 meses
Tamanho 18 - 10 a 12 meses
Tamanho 19 - 12 a 14 meses
Tamanho 20 - 14 a 16 meses
Tamanho 21 - 16 a 18 meses
Tamanho 22 - 18 a 20 meses

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Testado e Aprovado - Sabão Vida Macia

Um bom momento para começar a lavar as roupinhas do bebê é lá pelo 8 mês, aproveitamos a lavada e já vamos organizando as gavetas e a malinha da maternidade.

Tudo deve ser lavado hein!!! Desde as roupinhas, as mantas, as luvinhas, meias e principalmente as roupas de cama, e não se esqueçam do kit berço também. A gente acha que está limpinho, mas tem sempre aquela poeirinha que não dá para ver...

A mamães mais zelosas dizem que as roupinhas dos bebes têm que ser lavadas a mão. Aqui está um passo a passo de como fazer (fonte: www.macetesdemae.com):


1.    Deixar as roupinhas de molho por 10 a 15 minutos em uma bacia com o sabão líquido diluído conforme instrução na embalagem (ou com o sabão de coco/neutro em barra aplicado às roupas);

2.    Esfregar delicadamente só para soltar o pó que pode ter se fixado às fibras (afinal, nada está realmente sujo);

3.    Utilizar balde e água corrente (em abundância) para enxaguar. Não pode ficar nenhum resquício de produto nas peças, pois esse é um dos principais causadores de alergias;

4.    Secar as roupas em varal, de preferência em local com bastante ventilação;

5.    Assim que estiverem secas, tirar as roupas do varal e guardá-las no cesto de roupas do bebê para não misturar com outras peças lavadas (que estão com produtos químicos mais fortes) até que elas sejam passadas;

6.    Passar em temperatura média/alta, de preferência do lado avesso.

7.    Logo depois de passadas, guardar as roupinhas em sacos plásticos, para evitar que voltem a pegar pó até a chegada do baby (em breve publicarei novo post com dicas de como guardar/organizar as roupinhas recém lavadas).


Eu, nunca lavei na mão...kkk. Usei a função delicada da máquina (até os 6 meses...porque depois tem que suar para tirar mancha de papinha e fruta das roupinhas), coloco tudo dentro e pronto. É claro que pra poder misturar tudo é preciso fazer o "teste do tanque" nas roupas novas, para ser se não soltam tinta.

Da primeira vez que lavei as coisinhas da Cat eu utilizei  OLA COCO, mas achei um pouquinho caro e o cheiro não tão duradouro. Foi então que descobri o sabão liquido VIDA MACIA, que ma-ra-vi-lha!!!!

Vida Macia - KM Casa

O cheiro é delicioso, limpa bem, um pouco mais em conta que os outros sabões (média de R$5,00). O amaciante eu só recomendo o uso a partir de 1 ano de idade do bebê, embora testado dermatologicamente ainda há o risco de alergia para o bebê.

Ahhhh...depois de lavadas as mamães também tem que passar as roupas, viu?!kkkk

Esse produto não é muito fácil de encontrar como a maioria dos outros sabões para bebês. Eu sempre compro na rede de supermercado Mambo, também já vi algumas vezes no Pão de Açucar e uma única vez no Extra.

Tem coisa mais gostosa do que cheirinho de bebê???!!! =)